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19 de julho de 2012

Professores devem se adaptar a novos alunos

“Os alunos mudaram e as instituições que não se adaptarem a essa nova realidade de ensino, não vão estar entre as escolas do futuro”, afirma Juan Lucc

  O número de cursos a distância oferecidos no Brasil dobraram nos últimos 3 anos, de acordo com o censo de Educação a Distância produzido pela ABED (Associação Brasileira de Educação a Distância) e já captam 42% dos alunos fora do estado sede. Esse cenário detalha que o Brasil tem feito esforços para se adaptar à nova realidade dos estudantes. Só no estado de São Paulo, a previsão é digitalizar 40% das aulas da rede pública, com investimentos estimados em R$5,5 bilhões de reais. Diante dessa realidade, a Blackboard, multinacional focada no desenvolvimento de tecnologias para educação e representada no Brasil pelo Grupo A, vem anunciando mudanças na estrutura da empresa que prometem aumentar a participação no mercado brasileiro. “A principal mudança é a seguinte: a Blackboard está se transformando em uma plataforma de aprendizagem múltipla que apoia tanto softwares desenvolvidos comercialmente quanto soluções open source”, afirma Katie Blot, vice-presidente da empresa. Com esse foco, a Blackboard acaba de adquirir a Moodlerooms e a NetSpot,  duas das maiores fornecedoras de serviços para Moodle. Em um mercado educacional como o brasileiro, terceiro maior mercado do mundo para Moodle e onde as universidades têm a cultura dos open source incutida no cotidiano da aprendizagem, acrescentar softwares livres à gama de serviços da Blackboard, faz da empresa um nome a ser respeitado aqui no Brasil. Mais do que isso, esse tipo de anúncio vem ao encontro do que se espera das instituições de ensino. Quem trabalha com educação, hoje, precisa entender de que maneira é possível estender o acesso à educação para todos os alunos. “Antes a tecnologia entrava na instituição por meio dos departamentos de TI. Hoje é o estudante quem leva as novidades tecnológicas para a sala de aula e a instituição tem que se adaptar para levar educação a esses alunos pelos meios aos quais eles têm acesso e em que têm interesse”, comenta Lucca. Eduardo Salcedo, professor na Universidade Tecnológica de Monterrey concorda: “Por mais que seja difícil para os professores mais antigos entenderem, quem dá aula, hoje, tem que se adaptar aos alunos. Temos que ter perfis ativos nas redes sociais e interagir com os estudantes por ali, pois só assim vamos conseguir captar a atenção deles”. Como hoje já são mais de cinco bilhões de aparelhos celulares para os sete bilhões de habitantes do planeta, devemos acreditar que o caminho para consolidar o futuro da educação seja a mobilidade. “Os smartphones estão modificando a maneira como os serviços educacionais se comunicam com estudantes e as instituições não acompanharem essa mudança, não vão estar entre as escolas do futuro”, afirma Juan Lucca.

Fonte: BRSA